O CTTS veio da densidade que eu vi em San Francisco, e de uma ClawCon que cruzou o Brasil em três semanas
Duas coisas aconteceram com menos de um ano de distância, e a série saiu das duas.
Passei um mês em San Francisco em 2025 e o que me marcou não foram as conferências caras. Foi a densidade do dia a dia. Numa quinta-feira normal dava pra achar trinta pessoas sentadas no chão ouvindo alguém contar sobre um agente que tinha colocado em produção, sem palco montado e sem ninguém vendendo nada.
O CTTS é a tentativa de fazer isso aqui, no formato que funciona no Brasil. Cada edição junta gente que constrói produto, escreve código e testa ferramenta nova em torno de um tema técnico só. Duas ou três apresentam o que colocaram pra rodar, e o resto da noite é conversa aberta sobre aquilo.
A entrada é grátis em toda edição e eu curo a lista uma edição por vez, porque a sala só funciona se as pessoas estiverem construindo alguma coisa de verdade. Se você quiser apresentar, é só me escrever.
- Formato
- A sala pequena é o padrão, de 20 a 35 pessoas em roda. Quando a cidade pede, vira auditório, como em Recife.
- Curadoria
- Bernardo Campos, edição por edição. Pra apresentar, hospedar ou patrocinar: bernardo@extrace.ai
- Newsletter
- O CTTS foi newsletter antes de ser sala, e continua sendo: ctts.substack.com
- Por trás
- Uma iniciativa da Extrace, sem pitch no palco.
Cinco cidades em três semanas, e a mesma pergunta em todas elas
A ClawCon não é o CTTS. É um evento de outra gente, da comunidade OpenClaw, com foco em IA, agentes e caso de uso real. Trouxe pro Brasil quase como experimento, com a Hostinger, e entre 23 de abril e 14 de maio de 2026 ela rodou em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis.
Em cada cidade a energia foi melhor que a anterior. Sala cheia, conversa que não acabava na hora marcada, gente trocando contato na saída. E a pergunta que sempre voltava era a mesma: isso não podia acontecer todo mês, e sobre tecnologia em geral, não só IA? O CTTS é a resposta que eu dei.
Pequeno de propósito, feito pra conversa
Um tema técnico, escolhido com a sala
Cada edição tem um assunto só. Quem está trabalhando naquilo traz como está abordando: o que funciona, o que não funciona, o que mudaram no fluxo.
Conversa aberta, não palestra
Ninguém é só plateia. Uma sala desse tamanho cabe numa discussão de verdade, mais profunda do que a que rola em evento grande.
A sala é curada pra misturar perfis
IA, produto, design, engenharia, research, de empresa grande a projeto de quintal. O eixo comum: constroem com tecnologia todo dia.
Todo mundo sai com algo concreto
O fecho de cada noite é o que dá pra testar durante a semana. Mais os contatos que sobram depois, nos drinks.
A próxima é em Recife
Terça, 6 de outubro, na FIAP Polo Recife, a partir das 18h30. Entrada grátis, lista curada, e a aprovação volta por e-mail.